{"id":799,"date":"2023-04-17T13:12:37","date_gmt":"2023-04-17T11:12:37","guid":{"rendered":"https:\/\/www.heritageandhistory.ch\/site\/?p=799"},"modified":"2024-08-18T17:57:01","modified_gmt":"2024-08-18T15:57:01","slug":"o-drama-dos-museus-e-a-dualidade-da-memoria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.heritageandhistory.ch\/site\/pt\/posts\/o-drama-dos-museus-e-a-dualidade-da-memoria\/","title":{"rendered":"O drama dos museus e a dualidade da Mem\u00f3ria"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O aspecto espiritual de nossa exist\u00eancia est\u00e1 fundamentado em uma conex\u00e3o ancestral, atrav\u00e9s de um passado compartilhado e um presente imaterial, invocado e outorgado por um ser sobrenatural. A express\u00e3o \u201cnosso Deus e de nossos patriarcas e nossas matriarcas\u201d revela essa conex\u00e3o atemporal e cont\u00ednua, com origem e sem fim.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A espiritualidade, como conhecida ou almejada pelo ser humano, independe de nossa engenhosidade. O mundo material, entretanto, \u00e9 a manifesta\u00e7\u00e3o elementar da habilidade humana de criar e experimentar, de expressar-se e relacionar-se com seu entorno e seus semelhantes. A produ\u00e7\u00e3o de um parafuso ou uma pintura \u00e9 decorr\u00eancia de nossa capacidade particular de observar, compreender e interagir.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os objetos de uso cerimonial ou ritual encontram-se na tangente desses dois mundos, o espiritual e o material. Eles s\u00e3o nossos lembretes de uma camada intoc\u00e1vel da exist\u00eancia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No Juda\u00edsmo, esses objetos n\u00e3o s\u00e3o intrinsicamente sagrados. Definitivamente, n\u00e3o s\u00e3o sagrados. At\u00e9 mesmo as T\u00e1buas da Lei, objetos advindos diretamente de Deus, foram quebradas por Mois\u00e9s ao descer do Monte Sinai pela primeira vez e ver o povo adorando o bezerro de ouro. O relato b\u00edblico, mesmo perante esse momento dram\u00e1tico e amea\u00e7ador, n\u00e3o preserva as T\u00e1buas, e derrete o bezerro!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O texto b\u00edblico est\u00e1 repleto de min\u00facias descritivas acerca de constru\u00e7\u00f5es, utens\u00edlios, comportamentos, pureza de coisas e pessoas. Nada disso \u00e9 condi\u00e7\u00e3o ou manifesta\u00e7\u00e3o de Deus, mas coloca o homem\/a mulher na sintonia exata para reconhecer, honrar e se inserir na Cria\u00e7\u00e3o Divina.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Tempo x espa\u00e7o<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O calend\u00e1rio judaico \u00e9 mais do que uma organiza\u00e7\u00e3o cronol\u00f3gica de festas e eventos. Ele foi concebido como uma estrutura de intera\u00e7\u00e3o com o mundo. O tempo no Juda\u00edsmo \u00e9 sagrado: santificamos o Shabat, o s\u00e9timo dia, um per\u00edodo e n\u00e3o um lugar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E o tempo \u00e9 santificado pelo verbo, que exprime ou provoca uma a\u00e7\u00e3o num determinado momento. Pela palavra \u00e9 executada a Cria\u00e7\u00e3o Divina. O verbo \u2014 invoca\u00e7\u00e3o da espiritualidade \u2014 diferencia os tempos. E os tempos marcam espa\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 irrefut\u00e1vel a centralidade de Tsion e Jerusal\u00e9m para o povo israelita, mesmo que associada a um lugar espec\u00edfico. \u00c9rets Israel n\u00e3o \u00e9 um ve\u00edculo para alcan\u00e7ar a dimens\u00e3o espiritual, mas o elemento espiritual em si, indicado por Deus e fundamental para a exist\u00eancia do Juda\u00edsmo. Assim como corpo e alma s\u00e3o insepar\u00e1veis, assim o s\u00e3o Israel e seu povo. Atrav\u00e9s dos s\u00e9culos de di\u00e1spora, n\u00e3o houve coletivamente um abandono de Israel nem desassocia\u00e7\u00e3o daquele lugar hist\u00f3rico, tanto na liturgia quanto no cotidiano do israelita.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Aqui tamb\u00e9m \u00e9 enfatizado o tempo: encerramos o Seder de Pessach com \u201cleshan\u00e1 haba\u00e1 birushal\u00e1im\u201d (no ano que vem em Jerusal\u00e9m) \u2014 somos espec\u00edficos com o ano vindouro, um desejo\/promessa renovado. Ao tempo nos agarramos e escalamos os acontecimentos. E, para isso, nos auxiliam os objetos que nos cercam.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>A\u00e7\u00e3o x inten\u00e7\u00e3o<\/strong>&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nem o c\u00e1lice nem o vinho s\u00e3o sagrados. S\u00e3o ve\u00edculos usados pelo ser humano para reconhecer e exaltar em verbo (brach\u00e1) a Cria\u00e7\u00e3o Divina.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O tabern\u00e1culo do deserto s\u00f3 \u00e9 sagrado quando usado com o prop\u00f3sito santo, num tempo espec\u00edfico, que deve ser capturado pela a\u00e7\u00e3o humana de, naquele exato segundo, religar-se \u00e0 Cria\u00e7\u00e3o. Uma constru\u00e7\u00e3o ou objeto s\u00f3 ser\u00e3o rituais se inseridos num contexto de santifica\u00e7\u00e3o da Cria\u00e7\u00e3o pelo verbo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A materialidade serve ao ser humano na mesma medida em que o ser humano deve servir \u00e0 espiritualidade.&nbsp;O c\u00e1lice de material nobre distingue o homem. A qualidade do vinho e das uvas distingue o homem. A ben\u00e7\u00e3o do Kidush santifica, naquele instante, a Cria\u00e7\u00e3o. O caminho inverso n\u00e3o se confirma: a Cria\u00e7\u00e3o existe independente da nobreza ou mesmo da exist\u00eancia do c\u00e1lice ou do vinho.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O candelabro de oito bra\u00e7os que usamos na festa de Chanuk\u00e1 (chanuki\u00e1) n\u00e3o \u00e9 santo nos oito dias de festa nem na vitrine ou prateleira onde o guardamos durante o ano. Nem o s\u00e3o as velas, o \u00f3leo, ou a luz que produzem. Mas unidos e acionados com o verbo das brachot, s\u00e3o ferramentas poderosas que nos assombram e encantam, que nos transportam.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Assim devemos encarar a beleza est\u00e9tica, a nobreza dos materiais e a habilidade e criatividade das m\u00e3os que conceberam tais objetos: s\u00e3o lembretes no nosso mundo material de uma liga\u00e7\u00e3o espiritual com a Cria\u00e7\u00e3o. S\u00e3o meios e n\u00e3o fim. S\u00e3o nossa forma humana e \u00fanica de valorizar um momento com os elementos que nos s\u00e3o dispon\u00edveis no mundo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O pr\u00f3prio rolo de pergaminho que suporta a Lei Divina \u2014 Sefer Tor\u00e1 \u2014 perde sua fun\u00e7\u00e3o no uso ritual quando o verbo \u00e9 maculado, quando as letras que transportam o c\u00f3dex m\u00e1ximo s\u00e3o corrompidas. O rolo se torna impr\u00f3prio (passul) e n\u00e3o serve mais ao seu prop\u00f3sito santo. A m\u00e1cula \u00e9 material, mas o dano \u00e9 de car\u00e1ter espiritual.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>O drama dos museus<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Museus vivem h\u00e1 algumas d\u00e9cadas sua puberdade, tomados por uma intensa e quase incontrol\u00e1vel for\u00e7a transformadora de abandonar sua forma anterior de acumular, empilhar, exibir, para abra\u00e7ar sua miss\u00e3o catalisadora de fomentar transforma\u00e7\u00f5es no pensamento e, assim, na sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Museus s\u00e3o espa\u00e7os de mobiliza\u00e7\u00e3o. A materialidade de suas cole\u00e7\u00f5es, al\u00e9m de impressionar, informar e educar, deve despertar e provocar a alma humana \u00e0 a\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A devolu\u00e7\u00e3o aos seus pa\u00edses de origem de pe\u00e7as roubadas do mundo isl\u00e2mico ou da \u00c1frica por colecionadores, na sua maioria europeus, n\u00e3o \u00e9 apenas uma tentativa de quitar uma conta com o passado colonizador e extrativista. Essas pe\u00e7as perderam seu sentido para o visitante de um museu em uma capital europeia. A mera observa\u00e7\u00e3o, tomada de conhecimento ou interesse pessoal por determinada civiliza\u00e7\u00e3o ou arte n\u00e3o constituem a Mem\u00f3ria daquele pa\u00eds.&nbsp;S\u00e3o certamente parte de sua hist\u00f3ria, mas n\u00e3o s\u00e3o (ou n\u00e3o querem ser) componentes de sua identidade coletiva.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 fato que a mobilidade e mais f\u00e1cil acesso a viagens contribuiu para a democratiza\u00e7\u00e3o de visitas aos pa\u00edses distantes. Tamb\u00e9m persiste o desejo de \u201cconsertar\u201d a narrativa da Hist\u00f3ria e, atrav\u00e9s desse processo, reestruturar a Mem\u00f3ria. N\u00e3o modific\u00e1-la ou apag\u00e1-la.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Museus v\u00e3o continuar reunindo objetos. E devem faz\u00ea-lo. O discurso de sua materialidade, entretanto, evoluiu. Mais do que nunca os museus devem ser estruturas perme\u00e1veis na sociedade. At\u00e9 mesmo sua arquitetura, em sua maioria hoje arejada, transparente e \u201capalp\u00e1vel\u201d, em contraponto a pr\u00e9dios neocl\u00e1ssicos, herm\u00e9ticos, distantes e dominantes na paisagem urbana, \u00e9 reflexo dessa transforma\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o apenas moda ou estilo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 2022, o Museu Hist\u00f3rico Nacional do Rio de Janeiro (MHN) incluiu em sua cole\u00e7\u00e3o uma pe\u00e7a in\u00e9dita: um porta-etrog doado pela Associa\u00e7\u00e3o Religiosa Israelita do Rio de Janeiro (ARI). Essa pe\u00e7a insere a imigra\u00e7\u00e3o e a presen\u00e7a dos judeus na Hist\u00f3ria do Brasil por interm\u00e9dio da institui\u00e7\u00e3o respons\u00e1vel pela narrativa da constitui\u00e7\u00e3o da na\u00e7\u00e3o brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os processos de forma\u00e7\u00e3o da Mem\u00f3ria instrumentalizam um povo com elementos constituintes de sua identidade. A Mem\u00f3ria transforma a identidade em algo flex\u00edvel e perme\u00e1vel, por\u00e9m robusto e indissol\u00favel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel ou desej\u00e1vel dissociar nossos rituais de nossos objetos. E \u00e9 tamb\u00e9m uma aspira\u00e7\u00e3o que invistamos recursos e esfor\u00e7os para que sejam esteticamente belos e em concord\u00e2ncia com o estilo, tempo e lugar onde foram e s\u00e3o manufaturados. Esses objetos tamb\u00e9m devem estimular nossos sentidos, nos alegrar, emocionar. Eles s\u00e3o testemunhas de nossa hist\u00f3ria \u2014 por onde passamos, em que \u00e9poca vivemos, o quanto pr\u00f3speros fomos, como nos dedicamos ao servi\u00e7o da Tor\u00e1 e ao cumprimento de nossas mitsvot.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A destrui\u00e7\u00e3o do Templo pelos babil\u00f4nios e posteriormente pelos romanos, a tomada dos objetos do Templo de Jerusal\u00e9m para Roma, como esculpida no Arco de Tito, a incinera\u00e7\u00e3o de nossos livros e de nossas sinagogas no s\u00e9culo&nbsp;20, e muitas vezes antes na Idade M\u00e9dia, o roubo de nossas chanukiot, candelabros, copos de Kidush, objetos de uso na sinagoga e no lar \u2014 nada disso abalou o verbo. E toda vez que judeus se reerguem no rio da Hist\u00f3ria, somos Mem\u00f3ria e, pelo verbo, invocamos a santifica\u00e7\u00e3o desse momento, com novos e reluzentes apetrechos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O aspecto espiritual de nossa exist\u00eancia est\u00e1 fundamentado em uma conex\u00e3o ancestral, atrav\u00e9s de um passado compartilhado e um presente imaterial, invocado e outorgado por um ser sobrenatural. A express\u00e3o \u201cnosso Deus e de nossos patriarcas e nossas matriarcas\u201d revela essa conex\u00e3o atemporal e cont\u00ednua, com origem e sem fim.&nbsp; A espiritualidade, como conhecida ou almejada pelo ser humano, independe de nossa engenhosidade. O mundo material, entretanto, \u00e9 a manifesta\u00e7\u00e3o elementar da habilidade humana de criar e experimentar, de expressar-se e relacionar-se com seu entorno e seus semelhantes. A produ\u00e7\u00e3o de um parafuso ou uma pintura \u00e9 decorr\u00eancia de nossa capacidade particular de observar, compreender e interagir. Os objetos de uso cerimonial ou ritual encontram-se na tangente desses dois mundos, o espiritual e o material. Eles s\u00e3o nossos lembretes de uma camada intoc\u00e1vel da exist\u00eancia.&nbsp; No Juda\u00edsmo, esses objetos n\u00e3o s\u00e3o intrinsicamente sagrados. Definitivamente, n\u00e3o s\u00e3o sagrados. At\u00e9 mesmo as&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":791,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[122,132,148],"class_list":["post-799","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-posts","tag-estudos-judaicos","tag-etica-judaica","tag-objetos-judaicos"],"acf":{"photo_gallery":{"slideshow":[[{"id":506,"title":"092b_porta-etrog_jaime_acioli_MHN_v02","caption":"Porta-etrog, Israel, prov. meados do s\u00e9c. XX","full_image_url":"https:\/\/www.heritageandhistory.ch\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/092b_porta-etrog_jaime_acioli_MHN_v02.jpg","thumbnail_image_url":"https:\/\/www.heritageandhistory.ch\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/092b_porta-etrog_jaime_acioli_MHN_v02-150x150.jpg","large_srcset":"https:\/\/www.heritageandhistory.ch\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/092b_porta-etrog_jaime_acioli_MHN_v02-1024x745.jpg 1024w, https:\/\/www.heritageandhistory.ch\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/092b_porta-etrog_jaime_acioli_MHN_v02-300x218.jpg 300w, https:\/\/www.heritageandhistory.ch\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/092b_porta-etrog_jaime_acioli_MHN_v02-768x559.jpg 768w, https:\/\/www.heritageandhistory.ch\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/092b_porta-etrog_jaime_acioli_MHN_v02.jpg 1422w","medium_srcset":"https:\/\/www.heritageandhistory.ch\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/092b_porta-etrog_jaime_acioli_MHN_v02-300x218.jpg 300w, https:\/\/www.heritageandhistory.ch\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/092b_porta-etrog_jaime_acioli_MHN_v02-1024x745.jpg 1024w, https:\/\/www.heritageandhistory.ch\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/092b_porta-etrog_jaime_acioli_MHN_v02-768x559.jpg 768w, https:\/\/www.heritageandhistory.ch\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/092b_porta-etrog_jaime_acioli_MHN_v02.jpg 1422w","media_details":{"width":1422,"height":1035,"sizes":{"medium":{"file":"092b_porta-etrog_jaime_acioli_MHN_v02-300x218.jpg","width":300,"height":218,"mime-type":"image\/jpeg","filesize":686807,"source_url":"https:\/\/www.heritageandhistory.ch\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/092b_porta-etrog_jaime_acioli_MHN_v02-300x218.jpg"},"large":{"file":"092b_porta-etrog_jaime_acioli_MHN_v02-1024x745.jpg","width":1024,"height":745,"mime-type":"image\/jpeg","filesize":833976,"source_url":"https:\/\/www.heritageandhistory.ch\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/092b_porta-etrog_jaime_acioli_MHN_v02-1024x745.jpg"},"thumbnail":{"file":"092b_porta-etrog_jaime_acioli_MHN_v02-150x150.jpg","width":150,"height":150,"mime-type":"image\/jpeg","filesize":678403,"source_url":"https:\/\/www.heritageandhistory.ch\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/092b_porta-etrog_jaime_acioli_MHN_v02-150x150.jpg"},"medium_large":{"file":"092b_porta-etrog_jaime_acioli_MHN_v02-768x559.jpg","width":768,"height":559,"mime-type":"image\/jpeg","filesize":764284,"source_url":"https:\/\/www.heritageandhistory.ch\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/092b_porta-etrog_jaime_acioli_MHN_v02-768x559.jpg"}}},"alt_text":"","url":"","target":""},{"id":876,"title":"MHN_playmobil_123320-a-scaled-2","caption":"Boneco em pl\u00e1stico com roupa da sele\u00e7\u00e3o brasileira de futebol, camisa 11, na embalagem original de papel\u00e3o lacrada, 2014. Cole\u00e7\u00e3o do Museu Hist\u00f3rico Nacional do Rio de Janeiro","full_image_url":"https:\/\/www.heritageandhistory.ch\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/MHN_playmobil_123320-a-scaled-2.jpeg","thumbnail_image_url":"https:\/\/www.heritageandhistory.ch\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/MHN_playmobil_123320-a-scaled-2-150x150.jpeg","large_srcset":"https:\/\/www.heritageandhistory.ch\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/MHN_playmobil_123320-a-scaled-2-1024x789.jpeg 1024w, https:\/\/www.heritageandhistory.ch\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/MHN_playmobil_123320-a-scaled-2-300x231.jpeg 300w, https:\/\/www.heritageandhistory.ch\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/MHN_playmobil_123320-a-scaled-2-768x592.jpeg 768w, https:\/\/www.heritageandhistory.ch\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/MHN_playmobil_123320-a-scaled-2-1536x1183.jpeg 1536w, https:\/\/www.heritageandhistory.ch\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/MHN_playmobil_123320-a-scaled-2.jpeg 1928w","medium_srcset":"https:\/\/www.heritageandhistory.ch\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/MHN_playmobil_123320-a-scaled-2-300x231.jpeg 300w, https:\/\/www.heritageandhistory.ch\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/MHN_playmobil_123320-a-scaled-2-1024x789.jpeg 1024w, https:\/\/www.heritageandhistory.ch\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/MHN_playmobil_123320-a-scaled-2-768x592.jpeg 768w, https:\/\/www.heritageandhistory.ch\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/MHN_playmobil_123320-a-scaled-2-1536x1183.jpeg 1536w, https:\/\/www.heritageandhistory.ch\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/MHN_playmobil_123320-a-scaled-2.jpeg 1928w","media_details":{"width":1928,"height":1485,"sizes":{"medium":{"file":"MHN_playmobil_123320-a-scaled-2-300x231.jpeg","width":300,"height":231,"mime-type":"image\/jpeg","filesize":30480,"source_url":"https:\/\/www.heritageandhistory.ch\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/MHN_playmobil_123320-a-scaled-2-300x231.jpeg"},"large":{"file":"MHN_playmobil_123320-a-scaled-2-1024x789.jpeg","width":1024,"height":789,"mime-type":"image\/jpeg","filesize":159904,"source_url":"https:\/\/www.heritageandhistory.ch\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/MHN_playmobil_123320-a-scaled-2-1024x789.jpeg"},"thumbnail":{"file":"MHN_playmobil_123320-a-scaled-2-150x150.jpeg","width":150,"height":150,"mime-type":"image\/jpeg","filesize":20107,"source_url":"https:\/\/www.heritageandhistory.ch\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/MHN_playmobil_123320-a-scaled-2-150x150.jpeg"},"medium_large":{"file":"MHN_playmobil_123320-a-scaled-2-768x592.jpeg","width":768,"height":592,"mime-type":"image\/jpeg","filesize":102602,"source_url":"https:\/\/www.heritageandhistory.ch\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/MHN_playmobil_123320-a-scaled-2-768x592.jpeg"},"1536x1536":{"file":"MHN_playmobil_123320-a-scaled-2-1536x1183.jpeg","width":1536,"height":1183,"mime-type":"image\/jpeg","filesize":323869,"source_url":"https:\/\/www.heritageandhistory.ch\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/MHN_playmobil_123320-a-scaled-2-1536x1183.jpeg"}}},"alt_text":"","url":"","target":""},{"id":805,"title":"The-Israel-Museum-Jerusalem","caption":"O Museu de Israel \u00e9 a maior institui\u00e7\u00e3o cultural do Estado de Israel e um dos principais museus de belas artes e arqueologia internacionalmente. At\u00e9 o momento, existem quase 500 mil objetos que cobrem toda a gama da cultura material mundial.","full_image_url":"https:\/\/www.heritageandhistory.ch\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/The-Israel-Museum-Jerusalem.jpeg","thumbnail_image_url":"https:\/\/www.heritageandhistory.ch\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/The-Israel-Museum-Jerusalem-150x150.jpeg","large_srcset":"https:\/\/www.heritageandhistory.ch\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/The-Israel-Museum-Jerusalem-1024x576.jpeg 1024w, https:\/\/www.heritageandhistory.ch\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/The-Israel-Museum-Jerusalem-300x169.jpeg 300w, https:\/\/www.heritageandhistory.ch\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/The-Israel-Museum-Jerusalem-768x432.jpeg 768w, https:\/\/www.heritageandhistory.ch\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/The-Israel-Museum-Jerusalem-1536x864.jpeg 1536w, https:\/\/www.heritageandhistory.ch\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/The-Israel-Museum-Jerusalem-2048x1152.jpeg 2048w","medium_srcset":"https:\/\/www.heritageandhistory.ch\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/The-Israel-Museum-Jerusalem-300x169.jpeg 300w, https:\/\/www.heritageandhistory.ch\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/The-Israel-Museum-Jerusalem-1024x576.jpeg 1024w, https:\/\/www.heritageandhistory.ch\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/The-Israel-Museum-Jerusalem-768x432.jpeg 768w, https:\/\/www.heritageandhistory.ch\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/The-Israel-Museum-Jerusalem-1536x864.jpeg 1536w, https:\/\/www.heritageandhistory.ch\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/The-Israel-Museum-Jerusalem-2048x1152.jpeg 2048w","media_details":{"width":2196,"height":1235,"sizes":{"medium":{"file":"The-Israel-Museum-Jerusalem-300x169.jpeg","width":300,"height":169,"mime-type":"image\/jpeg","filesize":9705,"source_url":"https:\/\/www.heritageandhistory.ch\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/The-Israel-Museum-Jerusalem-300x169.jpeg"},"large":{"file":"The-Israel-Museum-Jerusalem-1024x576.jpeg","width":1024,"height":576,"mime-type":"image\/jpeg","filesize":60607,"source_url":"https:\/\/www.heritageandhistory.ch\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/The-Israel-Museum-Jerusalem-1024x576.jpeg"},"thumbnail":{"file":"The-Israel-Museum-Jerusalem-150x150.jpeg","width":150,"height":150,"mime-type":"image\/jpeg","filesize":5078,"source_url":"https:\/\/www.heritageandhistory.ch\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/The-Israel-Museum-Jerusalem-150x150.jpeg"},"medium_large":{"file":"The-Israel-Museum-Jerusalem-768x432.jpeg","width":768,"height":432,"mime-type":"image\/jpeg","filesize":38485,"source_url":"https:\/\/www.heritageandhistory.ch\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/The-Israel-Museum-Jerusalem-768x432.jpeg"},"1536x1536":{"file":"The-Israel-Museum-Jerusalem-1536x864.jpeg","width":1536,"height":864,"mime-type":"image\/jpeg","filesize":113076,"source_url":"https:\/\/www.heritageandhistory.ch\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/The-Israel-Museum-Jerusalem-1536x864.jpeg"},"2048x2048":{"file":"The-Israel-Museum-Jerusalem-2048x1152.jpeg","width":2048,"height":1152,"mime-type":"image\/jpeg","filesize":174548,"source_url":"https:\/\/www.heritageandhistory.ch\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/The-Israel-Museum-Jerusalem-2048x1152.jpeg"}}},"alt_text":"","url":"","target":""},{"id":793,"title":"bolsa de tefilin","caption":"Tasche f\u00fcr Tefilin, Algerien, 2. H\u00e4lfte des 19. Jahrhunderten. Im Gebrauch seit vier Generationen in derselben Familien zur Bar-Mitzwah eines Jungen, wenn er seine religi\u00f6se Erwachsenenalter erreicht.","full_image_url":"https:\/\/www.heritageandhistory.ch\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/bolsa-de-tefilin.jpg","thumbnail_image_url":"https:\/\/www.heritageandhistory.ch\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/bolsa-de-tefilin-150x150.jpg","large_srcset":"https:\/\/www.heritageandhistory.ch\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/bolsa-de-tefilin.jpg 600w, https:\/\/www.heritageandhistory.ch\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/bolsa-de-tefilin-300x248.jpg 300w","medium_srcset":"https:\/\/www.heritageandhistory.ch\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/bolsa-de-tefilin-300x248.jpg 300w, https:\/\/www.heritageandhistory.ch\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/bolsa-de-tefilin.jpg 600w","media_details":{"width":600,"height":496,"sizes":{"medium":{"file":"bolsa-de-tefilin-300x248.jpg","width":300,"height":248,"mime-type":"image\/jpeg","filesize":26993,"source_url":"https:\/\/www.heritageandhistory.ch\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/bolsa-de-tefilin-300x248.jpg"},"thumbnail":{"file":"bolsa-de-tefilin-150x150.jpg","width":150,"height":150,"mime-type":"image\/jpeg","filesize":18154,"source_url":"https:\/\/www.heritageandhistory.ch\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/bolsa-de-tefilin-150x150.jpg"}}},"alt_text":"","url":"","target":""}]]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.heritageandhistory.ch\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/799","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.heritageandhistory.ch\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.heritageandhistory.ch\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.heritageandhistory.ch\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.heritageandhistory.ch\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=799"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.heritageandhistory.ch\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/799\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":815,"href":"https:\/\/www.heritageandhistory.ch\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/799\/revisions\/815"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.heritageandhistory.ch\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/791"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.heritageandhistory.ch\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=799"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.heritageandhistory.ch\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=799"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.heritageandhistory.ch\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=799"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}